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Quarta-feira

Coluna do Tite: Brasil, país das motos?

Antes restritas a um pequeno nicho, motocicletas ameaçam mercado de automóveis

(30-01-12) – Nem nos sonhos mais delirantes alguém poderia imaginar esse título até o começo dos anos 90. Até 1992 o máximo que o mercado tinha atingido chegou a 100.000 unidades ao ano. Em 2011, pela primeira vez, superamos a marca de dois milhões de unidades vendidas e não demorará muito para que as motos ultrapassem os carros em número de produção e vendas.

Este dado de dois milhões são apenas das oito marcas auditadas pela associação de fabricantes. No total, são 24 marcas que atuam regularmente no mercado brasileiro. Portanto esse número pode ser bem maior. É um mercado difícil de auditar porque o controle das outras marcas é feito com base no número de emplacamentos e muitas motos passam toda a existência sem qualquer documento além da nota fiscal.

É curioso analisar os dados do mercado. Em nenhum outro país do mundo uma marca detém a quase totalidade, como é o caso da Honda no Brasil. A marca tem 79,7% enquanto a segunda colocada, a Yamaha, tem 11,6%. Sempre que encontrei jornalistas estrangeiros eles me questionavam o motivo de tamanho monopólio da Honda. E eu respondia que era uma explicação demorada e complexa demais...

Para entender essa indagação é preciso conhecer os mercados do resto do mundo. Na maioria dos países nos quais as quatro grandes marcas japonesas atuam – Honda, Yamaha, Kawasaki e Suzuki – existe um relativo equilíbrio. Não existe domínio de uma marca. Nos testes comparativos realizados na Europa e EUA podemos observar que as motos destes quatro fabricantes se equivalem em tudo. Realmente é como se o mercado brasileiro fosse uma ilha de insensatez.

A inquietação dos estrangeiros aumenta quando revelo que a Yamaha chegou ao Brasil antes da Honda. E eu preciso recorrer a longo discurso para narrar a história das duas fabricantes. Em termos de produto são praticamente iguais. Não há quem possa afirmar, sem grande carga de parcialidade, que os produtos da Honda sejam tão melhores do que os da Yamaha a ponto de criar essa distorção no mercado. Se a explicação não está no produto, onde pode estar?

A resposta daria uma tese de doutorado, mas de fato essa imensa distorção não está na qualidade dos produtos, mas muito mais na estratégia de marketing adotado por ambas, especialmente no momento mais determinante da economia brasileira, quando a Zona Franca de Manaus abriu as portas para a fabricação de veículos. A Honda acreditou no potencial de mercado e se instalou para se beneficiar dos subsídios oferecidos pela Suframa. Como a Yamaha titubeou e decidiu muito depois, o resultado foi esta lacuna quase abissal entre as duas marcas.

A bem da verdade, a Yamaha continuou com algumas políticas equivocadas de mercado até cerca de dois anos atrás, quando uma nova equipe de profissionais, com visão mais moderna do mercado assumiu o departamento de marketing. Mas recuperar essa distância será praticamente impossível. Só precisa tomar cuidado para não perder espaço para as novas marcas que chegam de olho no filão de dois milhões de unidades.

As outras...
Recentemente comprei uns ganchinhos auto-adesivos nos Estados Unidos. Ao chegar no Brasil notei que precisava de mais alguns e adquiri outros bem parecidos. Em menos de duas horas os ganchos comprados no Brasil já tinham descolado e caído. Os comprados nos EUA estão presos até hoje. Detalhe: todos foram feitos na China.

Esta historinha é para acabar com o preconceito de que tudo feito na China é sinônimo de porcaria. Provavelmente você está lendo este artigo em um computador cujo processador foi feito na China. E o mouse, o monitor, gabinete etc.

Existem produtos bons feitos na China e também muita porcaria. O problema não está na produção, mas nas empresas que escolhem o que trazer para vender no Brasil. No caso dos meus ganchos, a empresa americana foi pesquisar qual era o mais adequado para ser vendido dos EUA, enquanto a empresa brasileira importou qualquer gancho, visando exclusivamente o lucro.

Tudo isso para mostrar que das motos vendidas no Brasil temos ótimos produtos feitos na China, como os modelos de pequena cilindrada da Suzuki, mas também muita coisa ruim que só consegue algum espaço no mercado por absoluta ignorância do consumidor. Nunca vi nenhuma pesquisa a respeito, mas eu duvido que o dono de uma Sundown compra uma segunda moto da mesma marca. Isso se ele conseguir vender a primeira!

Entre as recém-chegadas, a Dafra é a que tem mais poder de incomodar. Quero dizer, incomodar a Suzuki e Yamaha, claro, porque a Honda adquiriu o status de inalcançável mesmo que mude a ordem econômica mundial. A Dafra precisa rever alguns produtos trazidos da China, de qualidade ainda inferior e que exigem alguns quilômetros a mais de testes e melhorias. Mas a parceria com a alemã BMW e com a SYM, de Taiwan, que produz a Citycom 300 pode contribuir para dar à Dafra mais solidez no mercado. O crescimento da marca está mais ligado à entrada de novos consumidores do que o “roubo” de mercado das que já estão estabelecidas. Se bem que se eu fosse executivo da Yamaha ficaria mais de olho nela do que na distante Honda.

Pelos dados da Abraciclo, a Kasinski está quase empatada com a Dafra, com 2,9% do mercado, contra 2,8%. Ela tem como um dos fornecedores a sul coreana Hyosung, que produz a linha Comet e Mirage. Em comum, as duas marcas optaram por escolher mais de um parceiro, de origem diferente. Tanto a coreana Hyosung quanto a taiwanesa SYM fazem parte de grandes conglomerados industriais capazes de produzir motos de alto padrão, daí a importância em diferenciar das marchas chinesas ou indianas de qualidade questionável.

A participação de Yamaha, Dafra, Suzuki e Honda variam regularmente, o que mostra até certa estabilidade. As três primeiras são as que mais mordem participação entre elas. Em 2011 esta divisão ficou facilitada pela ausência da Sundown do quadro de associados da Abraciclo, mas continua presente no mercado.

Outros dados curiosos do nosso mercado são as mais de 5.000 unidades de Harley Davidson vendias em 2011. Um número surpreendente não só pelo tipo de moto, mas sobretudo pelo valor estratosférico pago em alguns modelos de tecnologia bem simples. Também a BMW apresentou um crescimento vigoroso, graças ao lançamento da G 650GS e da F 800R montadas pela Dafra, que permitiu a entrada de muita gente na marca alemã.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.
_________________
Geraldo Tite Simões é jornalista, instrutor de pilotagem e ministra o Curso SpeedMaster de Pilotagem com apoio de Honda, Pirelli, Tutto e Shoei. www.speedmaster.com.br

Texto: Geraldo Tite Simões
Fotos: Divulgação

fonte:http://www.webmotors.com.br/wmpublicador/yahooMotos_Conteudo.vxlpub?hnid=46344

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Pagamento do IPVA começa nesta quarta-feira em SP

11/01/2012 06h21 - Do G1 SP.......

Quem pagar valor integral em janeiro terá desconto de 3%.
Confira o calendário de pagamentos.

O pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2012 em São Paulo começa nesta quarta-feira (11). Quem optar pelo pagamento do valor integral terá desconto de 3%. Outra opção é parcelar em três vezes ou pagar de uma vez só em fevereiro, mas sem o desconto. As datas para quitar o imposto variam de acordo com o final da placa do carro.

Os vencimentos dos pagamentos iniciam em 11 de janeiro – para carros com placas final 1 – e seguem até o dia 24. As parcelas são mensais, iguais e consecutivas, segundo decreto do governo de São Paulo.

Em relação aos veículos de carga, categoria caminhão, as parcelas poderão ser pagas em março, observando o fim das placas, em junho (até dia 18) e em setembro (também até dia 18).

Confira o calendário de pagamentos de 2012:
Final da placa Janeiro (pagamento integral com desconto ou 1ª parcela) Fevereiro (pagamento integral sem desconto ou 2ª parcela) Março (3ª parcela)
1 11/01 13/02 13/03
2 12/01 14/02 14/03
3 13/01 15/02 15/03
4 16/01 16/02 16/03
5 17/01 17/02 19/03
6 18/01 23/02 20/03
7 19/01 24/02 21/03
8 20/01 27/02 22/03
9 23/01 28/02 23/03
0 24/01 29/02 26/03
imagem:sabetudo.net

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Sexta-feira

Nova Chevrolet S10 é flagrada em SP

Picape foi vista com camuflagem pesada; lançamento está previsto para primeiro trimestre de 2012

Foto: Ícaro Bedani
Nova Chevrolet S10 é flagrada

Ela está chegando. Flagrada pela equipe do iG Carros rodando na Avenida Salim Farah Maluf, em São Paulo, a nova Chevrolet S10 não vai demorar para dar o ar de sua graça no mercado nacional. Ao que tudo indica, a nova geração será lançada no primeiro trimestre de 2012 para substituir o atual modelo fabricado na planta de São José dos Campos (SP).

Mesmo com grande parte de suas “curvas” ainda cobertas por adesivos e camuflagens, a substituta da S10, que chegou ao mercado brasileiro em 1995 com um motor 2.2 de quatro cilindros e 105 cv de potência, já é conhecida.

Conforme divulgamos anteriormente, o utilitário foi apresentado pela primeira vez em sua versão definitiva durante o Salão da Tailândia em 2011. Porém, fora do Brasil, é o nome Colorado que batiza a picape, que também conta com uma nova linha de motores, chamada Duramax. Já na versão nacional, não há qualquer definição da marca sobre qual designação será utilizada no país, tampouco informações sobre o conjunto motriz.
Chevrolet Colorado
Divulgação
Substituta da S10 oferece visual mais atraente e moderno

Nova Blazer também está por vir

Tão certo que a Chevrolet S10 mudará, a atual Blazer também já vê sua reta final. O SUV teve sua primeira aparição durante o Salão de Dubai, nos Emirados Árabes, ainda como conceito chamado TrailBlazer, seguindo as mesmas linhas visuais da Colorado.

A nova geração da Blazer também será equipada com os motores Duramax – fora do Brasil. Na Tailândia, por exemplo, a fabricante americana já confirmou o início da produção do SUV para o começo de 2012. No mercado nacional, porém, ainda não há qualquer posicionamento da Chevrolet quanto ao lançamento do véículo.
Ícaro Bedani | 5/1/2012 11:01
fonte:http://carros.ig.com.br/segredos/nova+chevrolet+s10+e+flagrada+em+sp/4097.html


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Quinta-feira

Ford surpreende com o novo EcoSport


Osvaldo Lyra EDITOR DE POLÍTICA.......

O primeiro EcoSport foi lançado pela Ford em 2003, com a proposta de ser um “jipinho brasileiro”, capaz de rodar na cidade e ao mesmo tempo dar um caráter “aventureiro” a seus donos. Também surfou na onda dos carros “altinhos”, adorados pelas mulheres.

Como disse o UOL, a mania dos “off-road light”, do tipo Volkswagen Cross Fox, serviu para chancelar o EcoSport (desde sempre com estepe na tampa traseira) como um modelo mais autêntico e permitiu que entregasse mais de 750 mil unidades em quase nove anos de mercado.
O detalhe agora é o carro mudou. E mudou para melhor.

Tanto que os dirigentes da montadora conseguiram impressionar ontem durante o lançamento da nova versão do carro, agora mundial, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília. Num evento, a Ford apresentou seu segundo produto global da nova fase da empresa - o primeiro foi o New Fiesta. O jipinho tem DNA brasileiro, mais precisamente baiano, e será fabricado no Complexo Industrial de Camaçari.

A apresentação brasileira ocorreu simultaneamente com a da Índia, por ocasião do Salão de Nova Déli, mas nos dois locais o que se viu foi uma versão conceitual do EcoSport, com traços típicos de um protótipo - grade frontal exagerada, iluminação de faróis e lanternas feitas por LED. A versão final do modelo, que deve ir para as ruas, será conhecida em 2012, em data não divulgada pelos dirigentes da montadora.

Para o governador Jaques Wagner, que estava acompanhado de deputados federais e do senador Walter Pinheiro, o novo carro da Ford, que será produzido na fábrica de Camaçari e vendido para toda a América Latina, significa “mais emprego, mais tecnologia e mais gente sendo bem formada no Estado”. A meta da montadora é que até 2015 todos os carros da Ford fabricados no Brasil se tornem produtos globais.

O utilitário da montadora lançado ontem é o primeiro na história da Ford desenvolvido pela engenharia brasileira (baiana) que será produzido em outros países ao redor do mundo. No último dia 20, a Ford já havia anunciado a instalação na Bahia de sua primeira fábrica de motores do Nordeste, um investimento da ordem de R$ 400 milhões, com capacidade para produzir aproximadamente 210 mil unidades por ano.

A unidade de Camaçari também foi privilegiada com a instalação de um dos cinco Centros de Desenvolvimento de Produto que a montadora mantém em todo o mundo. Nestes centros são desenvolvidos os novos veículos da linha Ford. Um fato importante é a escolha do P & D da Bahia para desenvolver inteiramente o novo veículo global, o EcoSport 2012.

Wagner capitaliza com lançamento

As autoridades presentes ao pré-lançamento mostraram entusiasmo pelo carro. O governador Wagner, que recentemente comemorou a futura instalação da JAC Motors no Estado, puxou o acarajé para si: “O Brasil começou na Bahia, a Bahia é a cara deste nosso país mundial”, afirmou.

“A criatividade do povo brasileiro está nesse modelo feito em Camaçari”. Já o ministro de Ciências e Tecnologia, Aloisio Mercadante, a poucos dias de mudar-se para o Ministério da Educação, lembrou que, “num momento de crise nos países mais ricos, este é um carro lançado simultaneamente em dois BRIC, Brasil e Índia”. De modo meio desajeitado, garantiu: “O novo EcoSport terá muito axé!”

O presidente mundial da montadora, Alan Mulally, anfitrião do evento da Índia, enviou uma mensagem gravada para elogiar o trabalho da equipe brasileira que desenvolveu o EcoSport. Terminou sua fala com um curioso “The South-American team rocks!”, algo como “Vocês, da Ford sul-americana, são do balacobaco”. (A empresa raciocina em termos continentais, e não de países.)

ACESSORIOS - A plataforma do modelo do novo EcoSport é a mesma do New Fiesta, que também poderá ser fabricado localmente num futuro próximo, se as condições se mostrarem favoráveis. Além disso, ele tem a lateral com linhas ascendentes e vincos pronunciados, característica do padrão Kinetic da Ford, alinha novo EcoSport a modelos como o New Fiesta e o deixa muito mais moderno que concorrentes imediatos. Estepe continua, no entanto, sendo ostentado na tampa traseira, para desgosto de alguns e alegria de outros tantos.

Em Nova Deli, o novo EcoSport será um dos oito lançamentos da Ford para o ano. No Brasil, o novo carro deve chegar até meados de 2012, em meio a uma corrida contra o relógio da montadora - a urgência deve-se ao fato de que o nicho dos SUV compactos não é mais exclusividade de seu jipinho. A Renault acertou a mão ao lançar o Duster, que rapidamente ultrapassou o rival da Ford em número de emplacamentos.

Um concorrente à parte é o Hyundai Tucson, que virou SUV de entrada da marca sulcoreana. Para piorar o quadro, a Renault (5ª maior) ameaça superar a Ford (4ª maior) no ranking nacional das fabricantes. A Hyundai vem logo atrás, em 6º lugar. Com informações do UOL.
imagem:carrosnosul.com.br
Publicada: 05/01/2012 00:13
fonte:http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=102417


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Quarta-feira

Novo Volkswagen Jetta TSI: a face oculta

Visual comportado da versão topo de linha do sedã esconde desempenho feroz
Texto: Rodrigo Machado – Auto Press
Foto: Luiza Dantas – Carta Z Notícias

(02-01-12) – A versão topo de linha do Jetta, a Highline, é um daqueles carros que não é o que parece. O desenho é bastante sóbrio e dá a impressão de que se trata de um carro pacato. Se o motorista quiser, o comportamento dinâmico pode até acompanhar essa aparente serenidade. Mas basta pisar fundo no acelerador que o sedã logo revela uma face diferente. Com um conjunto mecânico moderno, ele é afinado para oferecer um desempenho digno de um esportivo. Ou seja, a casca é a mesma do modelo de entrada – o realmente calmo Comfortline e seus 120 cv. Mas as semelhanças ficam por aí. São duas propostas dentro de um só carro.

Conseguir essa mudança de personalidade não é muito difícil. Basta cravar o pé no acelerador. Afinal, é assim que a Highline mostra os seus principais atributos, resultado da boa mecânica que a fabricante alemã introduziu no carro. Sob o capô está o já consagrado motor turbo 2.0 TFSI. Neste caso, ele desenvolve 200 cv a 5.100 rpm e volumosos 28,5 kgfm de torque já aos 1.700 giros. Aliado a ele está a transmissão automatizada de dupla embreagem DSG. O conjunto consegue levar o sedã a 100 km/h saindo da imobilidade em 7,3 segundos e a uma velocidade máxima de 238 km/h, segundo a Volkswagen. Para melhorar a performance nas curvas, a suspensão traseira foi modificada. Sai de cena a do tipo eixo de torção, que está no Comfortline, para uma independente Multilink, mais refinada.

Para caracterizá-lo como uma versão topo de linha, o Jetta Highline também precisaria ter uma lista de equipamentos recheada. Portanto, lá estão airbags frontais, laterais e de cortina, ABS, controle de estabilidade, ar-condicionado dual zone, bancos parcialmente revestidos em couro, rádio com tela sensível ao toque e oito alto-falantes e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros. Entretanto, como muitas vezes acontece com configurações “top”, o visual do carro é o mesmo. É preciso um olhar bem atento para diferenciar o Highline do Comfortline: só mesmo o logotipo com o TSI – Turbo System Injection – na tampa do porta-malas denuncia a identidade. No resto, o Jetta mantém aquele visual conservador que se repete em diversos carros da Volks.

Essa duplicidade dentro da linha Jetta também garantiu um desempenho de mercado mais competitivo. Até a chegada do Chevrolet Cruze, em setembro, ele mantinha a terceira posição do segmento de sedãs médios. Agora, com as boas vendagens do modelo da marca norte-americana – que já superou os 2 mil exemplares mensais –, o Jetta caiu para quarto, com uma média mensal de 1.400 unidades. Toyota Corolla e Honda Civic se mantém na liderança, enquanto os franceses Renault Fluence, Peugeot 408 e Citroën C4 Pallas rondam os mil carros emplacados por mês. A divisão entre as versões está na maneira como a Volkswagen projetava no lançamento. A topo de linha é oferecida por R$ 89.250 – exatos R$ 23.495 a mais que a Comfortline – e fica com 25% do share. Entretanto, essa participação já chegou à 50% nos dois primeiros meses de vendas. Em números absolutos, significa que 350 unidades da configuração turbo saem das concessionárias por mês.

Ponto a ponto
Desempenho – O conjunto formado pelo motor 2,0L TFSI e a transmissão DSG de dupla embreagem é admirável. O torque máximo de 28,5 kgfm está disponível em praticamente qualquer situação já que fica em sua totalidade entre 1.700 e 5 mil giros. Isso deixa o sedã extremamente ágil no trânsito. Chegar em velocidades altas também não é uma tarefa complicada. Basta uma pisada no acelerador para o propulsor responder rapidamente e jogar o corpo do motorista contra o banco. As trocas de marchas são outras que jogam a favor do desempenho, graças à grande rapidez. Nota 9.

Estabilidade – A introdução da suspensão independente Multilink na traseira deixa um carro que já tem boa rigidez torcional ainda mais estável. Mesmo em curvas acentuadas, há pouca menção das rodas desgarrarem do asfalto. Em retas, a direção sempre se mostra bastante precisa e são necessárias poucas correções. Nas frenagens, a carroceria também afunda pouco. Nota 9.

Interatividade – Como na maioria dos carros feitos pela Volkswagen atualmente, não há mistério em relação à localização dos comandos do carro. São todos bem intuitivos e simples de serem usados. O volante multifuncional traz os comandos do computador de bordo e do rádio e ainda tem as aletas para as trocas manuais de marcha na parte de trás. O sistema de som com tela sensível ao toque também é um dos destaques. O carro ainda tem os sempre bem-vindos sensores de estacionamento dianteiro e traseiro. Nota 8.

Consumo – O Jetta Highline conseguiu um bom consumo de 10,5 km/l com gasolina em um percurso basicamente urbano. Não há medições do InMetro para o carro. Nota 8.

Conforto – O espaço interno do Jetta é apenas satisfatório. Dentre os sedãs médios, a distância entre-eixos de 2,65 metros é maior apenas que o Toyota Corolla. Ela permite que quatro ocupantes fiquem de maneira confortável, sem grandes apertos. Um quinto adulto, no entanto, gera incômodo generalizado no banco traseiro. Como na maioria dos Volkswagen, a suspensão tem um acerto mais duro, o que significa que algumas pancadas são passadas para a cabine sem cerimônias. Nota 7.

Tecnologia – O destaque é para o conjunto mecânico formado pelo moderno motor com turbocompressor e injeção direta e pela transmissão de dupla embreagem. A plataforma é nova e própria do sedã médio. Para esta versão topo de linha, a lista de equipamentos é bem completa. Inclusive com itens de segurança interessantes, como o controle de estabilidade e seis airbags. Nota 8.

Habitalidade – O vão de abertura das portas é bom e garante acesso satisfatório para o interior do veículo em todas as situações. Por dentro, a sensação também é boa. Na frente há bons espaços para guardar objetos, inclusive com uma gaveta embaixo do banco do motorista. O lado negativo é que atrás falta um pouco de espaço para as pernas. Além disso, os ocupantes ficam um tanto afundados no banco. O porta-malas leva 510 litros, mas tem braços que invadem a área da bagagem. Nota 7.

Acabamento – É o mesmo acabamento que existe na versão de entrada. Isso significa que os materiais são de boa qualidade, inclusive com plásticos emborrachados no painel. Em alguns lugares, no entanto, existem pedaços com plásticos muito rugosos, pouco agradáveis ao tato. O volante e os bancos são forrados de couro. Nota 7.

Design – Praticamente nada denota que esta é a versão topo de linha do Jetta. Portanto, é o mesmo visual da versão mais barata do sedã. Ou seja, um carro com design sóbrio, bem equilibrado, mas sem muita graça. Nota 6.

Custo/benefício – Ao comparar com às versões topo de linha do sedãs médios concorrentes, o Jetta tem ao seu favor o conjunto mecânico moderno e bem voltado para a esportividade. As versões “top” Toyota Corolla Altis e Honda Civic EXS, por exemplo, mantém os mesmos propulsores e só ganham equipamentos em relação às configurações mais baratas de Corolla e Civic. Mesmo assim, quase R$ 90 mil em um sedã médio é um preço bem alto para se pagar. Nota 6.

Total – O Volkswagen Jetta Highline somou 75 pontos em 100 possíveis.

Primeiras impressões: aparências que enganam
A versão Highline do novo Jetta faz basicamente o que a antiga geração do sedã médio fazia. Atrai quem busca um três volumes com apelo esportivo. A diferença principal fica no conjunto mecânico. O novo carro é um belo exemplo do chamado “downsizing” – redução do tamanho dos motores, com aumento do rendimento. Enquanto o anterior tinha um motor de cinco cilindros, 2,5 litros e 170 cv, o atual tem quatro cilindros, 2,0L turbo e 200 cv. E o ganho vem logo na primeira arrancada. Basta pisar para que a unidade de força mova o carro com grande competência. O ótimo torque de 28,5 kgfm está disponível logo aos 1.700 giros e continua lá até às 5 mil rotações. Isso significa que existe força suficiente para deixar o sedã de mais de 1.300 kg com uma agilidade impressionante, tanto no trânsito urbano, quanto nas estradas.

Elogiável também é a transmissão automatizada de dupla embreagem. Ela faz as trocas de maneira muito rápida e explora muito bem a potência do propulsor. Em alguns momentos, é impressionante a velocidade com que o ponteiro do conta-giros cai enquanto a marcha sobe. Entretanto, mesmo com essa ferocidade que o conjunto mecânico consegue fornecer, é possível manter um comportamento bastante comportado com o Jetta Highline. O carro aceita uma tocada mais amistosa “sem reclamar”, com um comportamento igualmente interessante. As marchas são trocadas em rotações baixas e o consumo consegue ficar na faixa dos 10 km/l. Muito bom, num mercado de carros normalmente beberrões.

Nas curvas, o Jetta também se dá muito bem. A suspensão traseira do tipo Multilink ajuda a manter o carro bem estável e sempre em sua trajetória correta. O modelo quase não faz menção de sair de frente ou de traseira e mantém uma boa sensação de segurança ao volante. Em caso de exageros, o controle eletrônico de estabilidade entra em ação para devolver o carro ao seu rumo correto.

A suspensão mais refinada também oferece mais conforto ao rodar. Mesmo tendo um ajuste rígido – como é comum em carros da Volkswagen –, ela consegue absorver algumas pancadas com competência. Mesmo assim, o aspecto geral é que se trata de um carro duro de se rodar na cidade. O interior é bem correto. Tem acabamento com peças bem encaixadas, mas peca por não ter nenhuma diferenciação em relação ao modelo de entrada. Ou seja, algumas peças de plástico um tanto hostis ao toque continuam lá. O espaço interno não impressiona, mas também não é uma falha. É suficiente para quatro pessoas viajarem com bastante conforto a bordo do sedã da Volks. É exatamente essa combinação de um ótimo comportamento dinâmico com um carro de boa qualidade que fizeram o Jetta Highline conseguir uma fatia do mercado, mesmo com preço alto.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.
FONTE:http://www.webmotors.com.br/wmpublicador/yahooTestes_Conteudo.vxlpub?hnid=46248


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Terça-feira

Chevrolet Sonic é flagrado em São Paulo

da Redação
A Chevrolet está renovando rapidamente sua linha no Brasil. Depois de Cruze e Cobalt, o ano que vem promete uma série de lançamentos. Uma delas deve ser o Sonic. O carro pode ser visto camuflado rodando por várias regiões. O flagrante que publicamos abaixo foi feito pelo leitor Victor Circelli na marginal Pinheiros (zona oeste de São Paulo), altura da Cidade Universitária.
Chevrolet Sonic - Victor Circelli
Chevrolet Sonic - Victor Circelli
Chevrolet Sonic - foto Divulgação
Chevrolet Sonic - foto Divulgação
Nas duas fotos do alto, o modelo flagrado; acima, o Sonic

Publicadas originariamente no blog Carpointnews, as fotos revelam que o veículo estava com placas verdes, de teste, de São Caetano do Sul (SP), onde fica a sede da General Motors do Brasil. O carro fotografado era na versão sedã e deve chegar no primeiro trimestre de 2012 com motor Ecotec 1.6 16V.
fonte:http://www2.uol.com.br/interpressmotor/noticias/item41848.shl


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